
Eu costumo fingir sentimentos que não sinto, costumo dizer uma coisa enquanto sinto outra. Então por favor, não há de acreditar em minhas mentiras, se eu disser que não vou mais mentir, não creio que deva acreditar. Costumo viver histórias que não conto à ninguém, e normalmente pensar coisas que não imaginam, não tente entender nada que eu fizer.




Pensei que só o meu jeito te faria ficar, mas você queria mais, eu teria que te impressionar a cada dia. Mas melhor foi perder você, do que perder a mim mesma.

Quando chega o instante em que você imagina que sua vida é pequena demais, insignificante demais e que você passa pelos outros apenas de raspão, ou como uma brisa bem suave que mal dá para sentir o toque. Você olha para um lado, olha para o outro e enxerga pessoas indo e vindo e nenhuma permanecendo. Até te procuram, mas para pedir ajuda ou favor, para contar algo, para perguntar qualquer coisa, para bisbilhotar. Mas com o intuito de apenas te dar um abraço simplesmente porque sentiu essa vontade? Ou para saber como está levando os dias? Não, para isso nunca. Falta envolvimento, falta comprometimento, e sobra indiferença. As pessoas acham que abraçar é apenas envolver com os braços mas desconhecem que o ato em si é abrangente. Significa envolver-se também, significa deixar os corações se aproximarem no encontro dos peitos, significa que o ombro pode servir de apoio. Faltam abraços. Faltam colos. E você novamente olha para os lados e encontra pessoas, mas não acha nem abraços, nem colos e nem ombros.